Designer

“O grande desafio é o tempo. O tempo não pára para o designer. O designer faz o tempo parar para o expectador encatar-se diante da obra”.
Sempre houve um dom: desenhar. Antes de tudo uma diversão, um brincar com as cores, com as formas, conhecer. Brincar de fazer design.
O início
Por volta de 2001, eu cursava Química na Universidade Federal de São João del Rei, UFSJ. Nesta época tive os primeiros contatos com a informática de forma mais efetiva. Descobri que havia uma realidade apressada que evoluia rápido. Eu quis fazer parte disso. Durante a graduação sempre busquei o conhecimento de novas tecnologias e ferramentas que pudesssem favorecer minha formação. Colhi alguns frutos através de pesquisas e projetos que me proporcionaram adquirir conhecimentos de forma autodidata. Aos poucos o dom para o desenho, algo que sempre carreguei desde a infância, foi se transformando também no dom para o designer gráfico voltado para web, através de muito estudo, trabalho e dedicação, além de uma incansável vontade de aprender. Vontade esta nutrida pela fascinação por novidades inerentes ao ambiente da tecnologia. As ferramentas diversas de edição de imagens passaram a fazer parte do meu cotidiano nos trabalhos científicos e claramente a vontade de dar ao novo conhecimento um aspecto mais profissional também tomava proporções maiores. No princípio ainda existia certa mistura entre o que de fato era compromisso e o que poderia ser apenas uma diversão. Numa época em que HTML era tudo ou quase tudo que tínhamos e nada mais para a estética de uma página, meu interesse por este assunto tornava-se maior a cada dia diante de um cenário tão desafiante. O contato cada vez mais frequente com softwares como Fireworks, Photoshop e Flash despertavam em mim o interesse por um aprendizado autoditada cada dia mais voraz. Eram estes os primeiros passos para me tornar um design para web e começar a praticar o webdesign. No entanto, logo cedo percebi que precisava de mais do que ferramentas para realizar trabalhos que pudessem ser consideramos dignos de um bom profissional. Além do talento, interesse e busca constante por informações, eu precisava de conceito.
Quando a brincadeira vira trabalho
O aprendizado eficiente exige muito mais que tempo, exige um interesse ávido pelo novo, pelo olhar de um universo que muda a cada instante. Horas e horas, dias e dias diante do computador atrás de toda informação pode ser muito pouco se o objetivo máximo é a diferenciação. A maior fonte de dados para aprender sobre a web e suas relações é a própria web. Aos poucos trabalhos como freelancer apareciam e a maturidade para o compromisso de possuir um cliente acabou surgindo pela força da necessidade. E o que era mera curiosidade tornava-se um caminho mais plano e desafiante. Com a nova realidade surgia também a necessidade de buscar novos conceitos, de conhecer teorias sobre design e sobre as diversas áreas co-relacionadas ao webdesign. Logo cedo percebi o tamanho da profissão. O Webdesign é um campo profissional que toma contato com diversos campos de conhecimento e assuntos: noções de cores, diagramação, apuração artística, história, literatura, jornalismo, estética, psicologia, tipografia, comportamento. Enfim, a profissão de webdesign é campo novo e que traz consigo desafios enormes, justamente por se tratar pautar-se em tantos correlatos para efetivamente atingir seus objetivos. A necessidade constante de estar informado sobre a realidade e a junção de tantas habilidades fazem da profissão de webdesign um campo de trabalho desafiante. Devido a isto é tão difícil encontrar profissionais, que de fato, sejam bons nesta área. Afinal não é fácil encontrar um sujeito com um leque de habilidades ão diversificado, como exige a profissão.
Em 2005, mudei-me para Belo Horizonte. Realizei um curso técnico com formação para Webmaster e Webdesign e tive a oportunidade organizar idéias e conceitos que foram sendo adquiridos com o aprendizado autodidata. A oportunidade de estudar em uma escola especializada trouxe a chance de me colocar diante do mercado e corroborar com companheiros de estudo e de profissão (este era de fato o começo, mas eu não sabia) experiências de idéias.
No ano seguinte, iniciei atividades profissionais em uma empresa de desenvolvimento no setor de TI e desde então descobri que “quem ama o que faz nunca trabalha“. Aos poucos uma transformação profissional interessante foi ocorrendo e o professor formado em química se tornou também um profssional de tecnologia. O mais interessante é que um universo não limitou o outro. Ao contrário, em se tratando de tecnologias para web nem sempre um curso específico na área se faz necessário. O mais importante são as caracterísitcas que este profissional deve ter. Capacidades que podem ser adquiridas de diversas maneiras, em diversos campos e profissões. A profissão de professor me possibilitou um olhar diferenciado sobre a web. Uma visão que me tornou capaz buscar o aprendizado do usuário. A busca de uma didática de desenvolvimento para oferecer ao usuário-visitante-internauta-interagidor uma informação de qualidade, ofertada de um ponto de vista diferenciado e único.
Atualmente realizo curso superior na área de tecnologia web – webdesign e programação na Unisul em Santa Catarina. Administro diversos sites na Web. Trabalho como arte-finalista de mídias digitais e impressas. Exerço funções de administração de sistemas e otimização de sites (SEO). E ainda sobra algum tempo para ser professor de Química nas horas vagas. Recentemente estou estudando e aprofundando conhecimentos no campo de desenvolvimento 3D.
Características de um profissional para web
No campo da web, antes de tudo, a palavra é: estudar, estudar e estudar. Num ambiente em que o tempo é diferente de qualquer outra profissão, o amanhã é hoje e sendo assim focar nas novas tecnologias, se atualizar e pesquisar muito é característica fundamental para o profissional que queira atuar neste setor.
Ademais, ser investigador, ter senso estético, bom raciocínio lógico, além de uma boa dose de aprendizado autodidata são ingredientes fundamentais para quem deseja se dar bem no universo das tecnologias web e afins. Cumprir prazos, saber ouvir, ter senso crítico e humildade são elementos sem os quais a caminhada torna-se bem mais difícil.
Não podendo esquecer que escrever bem é fundamental em qualquer profissão e principalmente para quem deseja atuar escrevendo textos para web. Um bom Webwriter precisa ser obstinado pela informação de qualidade. Um designer compentente transforma necessidades em soluções gráficas. Um webdesigner transforma tudo em movimento e dá dinamicidade e interatividade a imagens e textos gerando informação.
Nomeando
O nome-pseudônimo surge pela própria necessidade de identificar-se rapidamente por uma expressão que assuma um pouco da personalidade do artista-profissional. “dgsjunior” é na verdade um conjunto de letras originados do nome do autor deste site. “dgsjunior - design for web” é a marca que norteia o início da uma caminhada de aprendizado e fascinação no mundo do design, sobretudo o design voltado para a web: o webdesign.
Diferenciando o design
Para não perder o conceito vamos diferenciar o design e o designer.
Design (em alguns casos projeto ou projecto) é um esforço criativo relacionado à configuração, concepção, elaboração e especificação de um artefato. Esse esforço normalmente é orientado por uma intenção ou objetivo, ou para a solução de um problema.
Exemplos de coisas que se podem projetar incluem muitos tipos de objetos, como utensílios domésticos, vestimentas, máquinas, ambientes, e também imagens, como em peças gráficas, famílias de letras (tipos ou fontes), livros, e (recentemente) interfaces de programas e ambientes web.
Design é também a profissão que projeta os artefatos. Existem diversas especializações, de acordo com o tipo de coisa a projetar. Atualmente as mais comuns são o design de produto, design gráfico, o webdesign, design de moda e o design de interiores. O profissional que trabalha na área de design é chamado de designer.
Finalmente, o design pode ser também uma qualidade daquilo que foi projetado. Ex.: Este objeto possui um “bom design“.
O termo deriva, originalmente, de designare, palavra em latim, sendo mais tarde adaptado para o inglês design. Houve uma série de tentativas de tradução do termo, mas os possíveis nomes como projética industrial acabaram em desuso. Fonte: Wikipedia